Você já ficou com raiva de uma pessoa? Já, com certeza, várias vezes. E como você reage? Grita, xinga, rasga fotos com ela, quebra coisas e acaba verbalmente com a raça dela, incluindo aí seus pais, irmãos, filhos e netos e quantas gerações puder, certo? Certo.
Pois é, eu também era assim, mas eu mudei, acho que foi a idade, não sei. Não, idade, não, acho que foi a maturidade. E a experiência que acumulei em 47 aninhos de vida convivendo com todo tipo de gente.
Hoje, quando eu fico com raiva, eu respiro fundo e analiso o que aconteceu e na maioria das vezes eu vejo que a culpa é mais minha que da outra pessoa. Sim, pois pra variar eu esperei demais, eu confiei demais, eu acreditei demais e a pessoa não tem culpa se eu projeto nela o que eu sou, o que eu quero.
Eu sou uma pessoa que respeita o outro, que ouve, que escuta, que procura entender e mesmo que eu não concorde com ela, exponho meus pontos de vista claramente, honestamente, sem ofendê-la ou menosprezar o que ela sente e do que ela gosta ou o que ela quer pra si mesma.
Se eu prometo, eu cumpro. Se eu falo que vou fazer, eu faço, mas se eu falo que não gosto, não abro mão. Se eu não quero algo, deixo claro desde o começo, não tenho medo não enrolo nem finjo algo que não sou. Eu sei que sou radical, mas uma radical chic, que aceita as diferenças, mas que não necessariamente precisa conviver com elas.
Eu posso até dizer que ‘vou tentar‘, eu me dou uma, duas chances, mas na melhor de três, eu deixo claro que não tem jeito. Eu não desisto antes de tentar, nunca. Mas quando eu digo não, é não e pontofinal.com.br.
Por isso hoje eu dou à pessoa o que ela precisa, não o que ela merece. Em momentos de raiva, quando a gente explode e revida, a gente dá o que a pessoa merece, ou seja, age como ela, ataca, agride, ofende e machuca. Mas hoje eu aprendi a dar o que ela precisa: dou exemplo. Como uma criança, um adulto também aprende por exemplos e só faz o que fazem com ele.
Por isso, se eu projeto algo em alguém, se eu espero algo de uma pessoa e essa pessoa não corresponde, não adianta eu ficar brava com ela. Ela, com certeza, não tem ainda a mesma maturidade que eu para ver que está agindo errado, então eu não posso sentir raiva de alguém que age por ignorância.
Tá, se a pessoa faz algo de propósito, eu fico com raiva mas mesmo assim eu dou o exemplo. Quem sou eu pra julgar e executar? Deixo que a vida faça isso com a pessoa e, uma hora, mais cedo ou mais tarde, ela cai em si e vê que agiu errado e que você, mesmo morrendo de raiva, não revidou. Apenas se deu ao respeito, pois se eu não me respeitar, quem vai fazê-lo?
Por isso, em vez de sentir raiva, eu respeito. E saio de cena com a cabeça erguida e com o sentimento do dever cumprido. Eu, pelo menos, fiz a minha parte!